Num mundo conhecido como Sociedade da Informação, o real desafio é saber lidar com as emoções próprias de um micromundo – o seu. Ah! Isso é tão óbvio, não? É, porém não é lidar com suas qualidades e seus defeitos em particular no seu universo composto por sua família, seus amigos ou você mesmo. É gerenciar suas emoções enquanto se vê “obrigado” a conviver com pessoas tão distintas de você ou ainda pessoas que trazem afloradas qualidades as quais você gostaria de ter.
Pelas regras da boa educação e convivência, fomos ensinados a procurar conviver com todos da melhor maneira, evitando contatos próximos com aqueles que não simpatizamos tanto para evitar conflitos. Por isso, somos testados nesse mundo da convivência desde quando nascemos seja na escola, no cursinho, na academia ou, ainda melhor, no trabalho. E esta relação nem sempre é pacífica e harmônica que digam as brigas intensas na infância, as perversidades da adolescência e as criminalidades da fase adulta.
Como deve ser a sensação de ser cobrado por algo que não-se-é? Como ser acusado de se fazer ausente de alguma manifestação de carinho se você é “tirado” a realista? Como suportar a rejeição por simplesmente demonstrar quem você é? Como agradar a todos o tempo todo sem parecer pedante, “puxa-saco” ou falso? E ser correto sem parecer a figura do chato? Ou ainda fazer tudo para ser o melhor e ter o reconhecimento cedido para outrem (vide Parábola do Filho Pródigo)?
Quando observamos distantes as situações, parecem conflitos tolos. E se fosse você? Saberia lidar com o seu não-ser? Seria politicamente correto e teria maturidade para entender todas as situações sem maldizer, afastar-se ou ignorar a presença do outro? Entenderia todos os momentos e os comportamentos do outrem? Teria sabedoria o suficiente para extrair o máximo de bom daquele que a Vida deu-lhe a oportunidade de conhecer? Seria uma pessoa melhor ao passar por situações indesejadas?
Às vezes, não é fácil ser sábio. Não é confortável conviver com situações que não lhe agradam. Ah, quanto é complexo! Respeitar o outro no seu momento, respeitar-se em seu momento e respeitar o futuro coletivo. Afinal, não existem verdades absolutas. Apenas a subjetividade existe. Seja emocionalmente certo para o local certo e a pessoa certa. No final, vamos sozinhos e todos se lembraram de como os fez sentir.